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quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
PSICOCINESE- QUEBRA DE VIDROS.
Psicocinese:
Vira, mexe, quebra.
A mente
humana é capaz de mover e partir objetos? Segundo especialista, essa é uma
faculdade que qualquer pessoa pode manifestar sem querer, como um mecanismo de
defesa.
por Lia Hama
Em Poltergeist, um dos maiores clássicos do
cinema de terror, uma família que mora num subúrbio americano se vê rodeada de
fantasmas. No começo, os visitantes parecem inofensivos e fazem brincadeiras
inocentes, como mover objetos pela casa para o divertimento dos moradores. Aos
poucos, no entanto, eles passam a aterrorizar os Freeling, a ponto de
seqüestrarem a filha caçula, Carol Anne, por meio de um canal de televisão. Na
vida real, fenômenos como esses que aparecem no filme produzido
por Steven Spielberg não são levados muito a sério ou são atribuídos a seres
sobrenaturais. Mas, para muitos parapsicólogos, a explicação para boa parte
desses acontecimentos – tirando, é claro, episódios mais mirabolantes, como o
seqüestro televisivo da garota – está no fenômeno da psicocinese, ou seja, na
suposta capacidade da mente humana de agir a distância sobre a matéria. Isso
porque, segundo essa teoria, a energia de cada um de nós pode se transformar e
se exteriorizar. Dirigida pela mente, ela atuaria sobre objetos,
movimentando-os e quebrando-os. O poltergeist (que
em alemão significa “espírito barulhento”) seria um exemplo disso.
Nem todos os
parapsicólogos aceitam a existência da psicocinese (conhecida também como telecinese), que, por sinal, é bem menos
estudada que outros fenômenos ditos paranormais, como a telepatia e a clarividência.
Mesmo entre estudiosos da área, há diferentes interpretações e muitas
divergências em torno desses fenômenos. Na explicação de uma linha da parapsicologia, os casos de poltergeist, em geral, ocorrem com crianças na
puberdade ou adolescentes que atravessam uma fase de crise ou instabilidade
emocional. O inconsciente da criança liberaria energia – chamada de telergia –
para influir no objeto. Entre os casos mais comuns de poltergeist estariam
o de objetos que mudam de lugar de maneira brusca e violenta, janelas que são
quebradas, lâmpadas que estouram de uma hora para outra e ruídos que ocorrem
aparentemente sem nenhuma explicação plausível.
Um caso
típico foi relatado no livro O que É Parapsicologia (Brasiliense, 1984), de Osmard Andrade
Faria. Trata-se da história de uma família que morava em Suzano, a 38 quilômetros de
São Paulo. O pai, Ezequias de Souza, havia abandonado a esposa e a filha,
Marilda, de 15 anos, para viver com outra mulher. Depois de algum tempo, a
relação se desfez e ele decidiu voltar a viver com sua antiga família. No
entanto, Marilda, uma adolescente introvertida e agressiva, nunca perdoou a
aventura extraconjugal do pai. Segundo o relato do livro, após a volta dele, a
família passou a ser alvo de arremessos de pedra na residência. Mais tarde, uma
série de combustões espontâneas começou a acontecer pela casa. Roupas se
incendiavam inexplicavelmente e bolas de fogo desciam do teto para atingir os
móveis. Apavorada, a família buscou a ajuda de autoridades e de um padre. Após
saber dos problemas familiares, o padre achou que os acontecimentos estariam
sendo provocados por forças inconscientes de Marilda e aconselhou que a
adolescente fosse afastada do local. Com a mudança da menina para a casa dos
tios, os incidentes cessaram. Quando ela retornou para a casa dos pais, no
entanto, as bolas de fogo voltaram a acontecer. Diferentemente dos outros
familiares, Marilda nunca se apavorava diante dos poltergeists. Ao contrário, a
garota ria e parecia se divertir muito com eles.
Um dos casos
mais estudados de psicocinese é o da russa Nina Kulagina. Ela ficou famosa por supostamente
conseguir movimentar a distância objetos como palitos de fósforos, cigarros,
bolas de cristal, pêndulos e saleiros. Numa das experiências mais curiosas, ela
teria feito parar o coração de um sapo. O fenômeno teria ocorrido num
laboratório em 1970. Um psiquiatra que tomou conhecimento do evento duvidou da
história e se ofereceu para uma experiência semelhante. Os dois se sentaram um
de frente para o outro a uma distância de 2 metros e meio. Eletrodos
de um equipamento de eletrocardiografia foram colocados no psiquiatra. Em dois
minutos, segundo testemunhas, o coração do médico disparou de forma
assustadora. O desgaste, registrado pelo eletrocardiograma, teria chegado a tal
ponto que a experiência teve de ser imediatamente suspensa para que não
ocorresse um incidente fatal. Para comprovar os poderes psicocinéticos de Nina, algumas de suas demonstrações foram
gravadas em fitas de vídeo. Mesmo assim, cientistas mais céticos afirmam que as
supostas habilidades da russa não sobreviveriam a um teste mais rigoroso. A
psicocinese, assim como outros fenômenos parapsicológicos, pode se manifestar
em qualquer pessoa, segundo Marcia Regina Cobêro, vice-presidente do Centro
Latino-Americano deParapsicologia (Clap), em São Paulo. “Todos os
seres humanos têm faculdades parapsicológicas. Alguns manifestam, outros não.
Se a pessoa, por exemplo, está nervosa, a ponto de explodir, ela pode fazer um
vidro se partir. É um mecanismo de defesa. É melhor isso do que ter uma
úlcera”, afirma. A parapsicóloga destaca, no entanto, que esses fenômenos são
espontâneos, involuntários e incontroláveis, ou seja, não dá para usar o poder
da mente com dia e hora marcados, como propagandeiam alguns supostos
paranormais, como Uri Geller. O israelense ficou mundialmente famoso
por entortar colheres, “desmaterializar” objetos e desviar raios laser, entre
outras coisas. Fez fortuna com suas apresentações e chegou a visitar o Brasil
nos anos 70 para participar de um programa na TV Globo.
Num dos
episódios mais célebres, Uri Geller, após fazer demonstrações de seus
supostos poderes, pediu aos ouvintes de um programa de rádio da Inglaterra que
participassem de seu show. Alguns minutos depois, choveu telefonemas de todo o
país. Pessoas relatavam que facas, garfos, colheres e chaves começaram a
entortar e a se mexer espontaneamente. Relógios que estavam parados havia anos
voltaram a funcionar. “Com uma audiência de milhões de pessoas e sob forte
emoção, é possível que tenham ocorrido fenômenos parapsicológicos autênticos.
Isso não significa que o responsável por tudo isso tenha sido Uri Geller. Provavelmente os próprios ouvintes,
que talvez nem soubessem de seus poderes paranormais, foram os autores de
alguns fenômenos”, diz Marcia.
Truques na manga
O grande
problema são as fraudes que existem em torno dos fenômenos parapsicológicos, já
que estes podem ser facilmente reproduzidos com truques. Segundo Marcia, os
truques incluem coisas simples, como colocar um ímã debaixo de uma mesa e fazer
moedas se movimentarem, colocar fios de náilon para deslocar objetos ou passar
um líquido em um objeto de metal, fazendo com que minutos mais tarde ele
amoleça e entorte – uma técnica bastante usada pelos chamados “entortadores” de
colheres. Um ambiente com pouca iluminação e cercado de forte emoção também
ajuda, como costuma ocorrer nas apresentações de mágicos em geral.
Além de
mover objetos sem tocá-los, a psicocinese inclui outros tipos de experiências,
como a suposta cura de doenças por meio do poder da mente. O mineiro Thomaz
Green Morton, que nos anos 80 fez fama como um guru de estrelas da TV, foi tido
como alguém capaz de realizar esse tipo de fenômeno (leia mais na página 16).
Outra forma de manifestação da psicocinese é a levitação. Em diferentes épocas
se considerou a levitação um “milagre de Deus” ou um reflexo da “possessão
demoníaca”. A parapsicologia define a levitação como a suspensão do
corpo humano por meio da energia vital. A explicação dos estudiosos é que, em
estados de grande misticismo ou emotividade, certas pessoas poderiam elevar-se
no ar porque, em determinado momento, desprenderiam um grande volume de energia
orgânica. No entanto, esse fenômeno é extremamente raro e só ocorreria de forma
espontânea e incontrolável. Não há registros de casos de levitação ocorridos em
condições de laboratório.
Só de porre
Outra
manifestação psicocinética é a transferência de imagens mentais para objetos.
Uma das histórias mais célebres é a do americano Ted Serios, que vivia em
Chicago e era tido como alguém com personalidade psicopática. Serios ficou
conhecido por supostamente conseguir produzir imagens positivas em filmes
virgens por meio da impregnação mental. Segundo relatos, ele transferia imagens
para os filmes olhando fixamente para a lente de uma Polaroid. Nesse tipo de
máquina fotográfica, os filmes são revelados na hora. O detalhe é que o americano
só conseguia fazer boas imagens após beber várias latas de cerveja e algumas
doses de uísque. Uma série de experimentos foi feita com Serios, mas os
cientistas reclamaram que não havia condições para evitar truques. Motivo:
Serios se recusava a fazer o experimento quando as condições impostas pelos
cientistas eram muito rigorosas.
Como se vê,
a psicocinese é um tema envolto em polêmicas e divergências. Nenhuma resposta
simples pode ser dada, já que diferentes pessoas exigem diferentes padrões de
comprovação. Fenômenos psicocinéticos existem? Bem, considerando as evidências
experimentais, a resposta é: talvez. Se levarmos em conta os resultados obtidos
em laboratórios, que se repetem com regularidade e que podem ser explicados com
as leis da ciência conhecidas,
a resposta é: não. Mas isso não significa que ela necessariamente não exista.
Achar que a ciência tem
respostas para tudo é um erro. No século 19, as pessoas não conheciam a
radioatividade, apesar de ela já existir. O grande desafio para os que estudam
a parapsicologia é conseguir incorporar ao âmbito do
normal e do natural, dentro de uma teoria explicativa satisfatória, fatos que
durante muito tempo foram tidos como anormais, supranaturais ou paranormais. Ou
seja, fazer com que o sobrenatural seja visto como normal.
Efeitos
invisíveis
Testes em
laboratório buscam detectar manifestações psicocinéticas imperceptíveis a olho
nu
Os fenômenos
psicocinéticos, que os especialistas costumam abreviar como PK (do inglês
psychokinesis), se caracterizam pela ação da mente sobre a matéria. Quando essa
ação é diretamente observável, como no caso de um movimento de objetos sem uma
explicação aparente, é chamada de macro-PK. Se a manifestação não é observável
a olho nu, ou seja, se seus efeitos são fracos, leves e microscópicos, denomina-se
micro-PK.
Para testar
se a mente pode realmente influenciar a matéria, dificilmente você encontrará
um cientista analisando “entortadores” de colheres como o israelense UriGeller, mesmo porque pessoas como ele não são
levadas muito a sério. A maior parte dos estudos nessa área envolve testes de
micro-PK, cujos efeitos podem ser inferidos apenas estatisticamente. A micro-PK
pode ser verificada com a ajuda 0de um equipamento chamado gerador de números
aleatórios (GNA). Essa máquina produz apenas dois resultados (0 ou 1), em uma
seqüência aleatória. Num experimento típico, um sujeito deve tentar alterar mentalmente
a distribuição dos números aleatórios, ou seja, ele deve fazer com que a
máquina produza mais 1 do que 0, ou o contrário. É como se ele lançasse moedas
várias vezes e procurasse, deliberadamente, tirar mais caras do que coroas, ou
vice-versa. O esperado é que, ao final de uma série de tentativas, ocorra 50%
de resultados de cada um.
Em 1989, o
engenheiro e parapsicólogo Dean Radin e o psicólogo Roger Nelson publicaram uma
meta-análise do conjunto de resultados obtidos por esse tipo de experimento. Fazer
uma meta-análise significa combinar resultados de diferentes estudos para obter
um resultado estatisticamente significativo. Radin e Nelson analisaram mais de
800 experimentos de micro-PK, realizados por mais de 60 pesquisadores ao longo
dos 30 anos anteriores. O resultado é que o índice de acerto foi de 51%. Aos
olhos de um leigo, a diferença pode parecer pequena, mas a probabilidade de
esse resultado ocorrer por acaso é de uma em um trilhão (para você ter uma
idéia, a probabilidade de acertar na mega-sena, com a aposta mínima, é de uma
em 50 milhões).
Pelo fato de
o estudo envolver um número gigantesco de pessoas, os cientistas afirmam que
esse desvio de 1% é relevante e consistente. Nos aparelhos monitorados para
controle, sem uma pessoa para tentar influenciá-los, o resultado foi muito
próximo da probabilidade normal, de dois para um. Os parapsicólogos comemoraram
o resultado, que interpretaram como prova de que a consciência humana pode
afetar o comportamento de sistemas físicos aleatórios. No entanto, outros
cientistas, como o físico Philip W. Anderson, ganhador do Prêmio Nobel,
contestaram o experimento e o método estatístico utilizado nos estudos, e a
questão segue sem consenso.
Para conhecermos os amigos é necessário passar pelo sucesso e pela desgraça. No sucesso, verificamos a quantidade e, na desgraça, a qualidade.
Confúcio
A amizade é uma alma com dois corpos.
Aristóteles
O amor não se define; sente-se.
Séneca
Coloque a lealdade e a confiança acima de qaulquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir tues erros.
Confúcio
Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.
Confúcio
Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.
Séneca
Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita.
Confúcio
Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje.
Séneca
Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.
Séneca
Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche
O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
Aristóteles
A dúvida é o principio da sabedoria.
Aristóteles
A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente.
Aristóteles
POSTADO PORESTER ÀS5/06/2010 09:21:00 PM
Confúcio
A amizade é uma alma com dois corpos.
Aristóteles
O amor não se define; sente-se.
Séneca
Coloque a lealdade e a confiança acima de qaulquer coisa; não te alies aos moralmente inferiores; não receies corrigir tues erros.
Confúcio
Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro.
Confúcio
Apressa-te a viver bem e pensa que cada dia é, por si só, uma vida.
Séneca
Foge por um instante do homem irado, mas foge sempre do hipócrita.
Confúcio
Trabalha como se vivesses para sempre. Ama como se fosses morrer hoje.
Séneca
Se vives de acordo com as leis da natureza, nunca serás pobre; se vives de acordo com as opiniões alheias, nunca serás rico.
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Aquilo que se faz por amor está sempre além do bem e do mal.
Friedrich Nietzsche
O sábio nunca diz tudo o que pensa, mas pensa sempre tudo o que diz.
Aristóteles
A dúvida é o principio da sabedoria.
Aristóteles
A alma é a causa eficiente e o princípio organizador do corpo vivente.
Aristóteles
POSTADO PORESTER ÀS5/06/2010 09:21:00 PM
